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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mudando a energia: como me tornar um otimístico?




Otimístico significa adotar uma visão positiva da vida e atrair coisas positivas, somos aquilo que pensamos.

Mudando a energia que nos circunda, principalmente ajudando as pessoas que precisem de nós. Se alguém nos deve, vamos orar por esta pessoa para que possa nos pagar e para que seja próspera, para que esteja saudável e possa então quitar sua dívida.

Se temos alguém que nos magoou, oremos por ela, talvez em nossas vidas passadas muito a devamos. As pessoas negativas e auto destrutivas causam muita frustração para seus anjos.

Quando perco alguma coisa, na maioria das vezes, são espíritos brincalhões que escondem. Meu anjo protetor simplesmente diz: "Acalme-se, pois só assim, poderemos achar".

Tudo depende de nossa própria energia, de nossa fé. As vezes ficamos convencidos de que nossos anjos saíram de férias; porque não conseguimos acreditar que tal ou tal acontecimento possa nos ter ocorrido - eles simplesmente não puderam nos ajudar.

Os anjos não podem interferir em nosso livre arbítrio... mas podem nos sugestionar o que fazer e até o como, simplesmente intuindo-nos. Os anjos nos ajudam, mas não podem fazer o que só a nós é de direito, de realizar com a nossa vontade, através do nosso instrumento neste  mundo, que é o nosso corpo, mente e espírito.

Eles nunca poderão interferir em nossas decisões. Quantas vezes nos damos conta, pensando, quando finalmente poderemos ser felizes?

Felicidade são momentos, e quando esses momentos poderemos recorrer a prece para nova oportunidade, que nos ensine a ser feliz. 

Felicidade é um estado da alma de nosso ser e não temos como planejá-la, mas podemos orar e pedir direcionamento para alcançá-la.

Outro importante passo é nos mantermos acordados para nossos sentidos, encarando as coisas de frente. Como analogia pensemos em uma dívida, por quê não negociá-la?  Esperar que não tenha mais solução ou que cresça cada vez mais impedindo de quitá-la? 

Tenho a certeza de que se fizermos a prece dos obssessores e o evangelho uma vez por semana com hora marcada, não importa nossa religião, todos seremos atendidos. "Tudo o que pedirdes em oração vos será concedido?!".

Vocês sabem que temos anjos economistas que nos orientam? Temos anjos de todas as profissões, assim como tem na terra, ou acham que vocês vão para o outro lado ficar sentados em uma nuvem cor de rosa? Sem fazer nada?

Trabalha-se em todas as profissões no plano espiritual ajudando encarnados e desencarnados, tentando melhorar-nos cada vez mais. Um dia todos nós seremos anjos, portanto por que não começamos já? Cuidando principalmente de nós mesmos?

Quando Jesus disse: "Ama a teu próximo como a ti mesmo...", todo mundo entendeu tudo errado. Não se pode ajudar a ninguém, se nós mesmos estamos precisando de ajuda - se estamos cheios de doenças e tristeza como então dar a alguém o que não temos?

Em primeiro lugar devemos começar a nossa reforma íntima, mudando nossos pensamentos, nossas ações, nossas vidas, cuidando de nós.

Porque não começamos por nossa aparência mudando nosso visual? Estou com setenta e poucos anos de idade e estou com um cabelo fashion, igual ao da 'Ana Maria', compro bijuterias combinando com as roupas todas, uso tudo combinando porque me amo e quero tudo o que há de melhor para mim.

Qual a pessoa mais importante para você?
Achou que é egoísmo? 
Vaidade? 
Tem que ser a mãe? 
O filho? 
O neto? 
O marido? 
É você mesma! 
Surpresa?! 


Diva Maria



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Texto do novo livro, no prelo, Uma Rosa Azul 2 - Os Anjos e a Ética, aprecie esta mensagem de esperança e esclarecimento sobre esse novo milênio.


Prosperidade


Livre-se de crenças negativas de que o dinheiro é sujo, que é pecado. (Você não é pecador). “Que rico não entra no céu.”  Os pobres que me perdoem, mas Deus não quer ninguém pobre, a não ser por resgate. Pobre é reincidente, sempre gastou mal o dinheiro que lhe foi dado, não ajudando a outros, nem a si mesmo. Quanto mais errou mais pobre vem, por isso existe pessoas tão miseráveis, pois Deus não é injusto com ninguém. Vamos nos livrar da crença negativa contra o dinheiro, achando que espiritualidade e dinheiro não combinam. Pense no dinheiro como uma coisa muito boa e que pode fazer coisas maravilhosas para você e para os outros.

Livre-se da culpa, por desejá-lo, pois sem dinheiro não existe progresso. Achar que viemos somente para resgatar dívidas, isso é desgastante.

E as pessoas que tem missões de esclarecimento? Eu mesmo sou questionada e experimentada o tempo inteiro pelos obssessores das pessoas que quero ajudar e que são de mim afastadas por eles. É muito séria a situação, Thomaz (O Anjo que me acompanha nesse trabalho) já tinha me avisado sobre isso, somos eu e você, você e eu, somos um só nesta dura missão de criar esperança nos desesperançados.
A prosperidade é palavra proibida aos candidatos ao céu. Como pensar em coisas matérias? Como não aceitar “passivamente” nossos carmas? É preciso mudar esses pensamentos lúgubres, em relação as nossas vidas.
Estamos aqui para sofrer? Pagar nossas dívidas? Será que é só isso? E que devemos nos resignar? MAS QUANTA DOR! Ainda bem que sem alterar a base da doutrina espírita, como nos mostra Kardec, que muitas coisas seriam mudadas, será que não está na hora de mudarmos esses pensamentos lúgubres a respeito de nossas vidas, a vida pode ser alegre, bonita, olhe as estrelas do céu, o mar tão azul, o perfume das flores, tudo tão belo na natureza, devemos orar sempre, pedir a Jesus que possamos enxergar sempre o lado bom das coisas.
Sempre pedi muito a ele para não ver nada de ruim, não ouvir nada que não merecesse. Mostre aos seus problemas o tamanho do seu Deus, as pessoas são tristes, ou alegres, não pelos problemas, mas pela forma como os tratam. Mas você se pergunta, e eu também, como vamos enxergar toda essa beleza se estamos atolados em dores e problemas? Cada vez que falo, sobre isso, com Thomaz (que é minha alma gêmea, meu anjo maravilhoso, que sempre me acompanha) ele diz: “pior seria” e é verdade, analisando nossos enormes problemas, se ligarmos a televisão, se olharmos para o lado, veremos que pior seria mesmo, se não houvesse a esperança, a fé, a confiança em Deus. Entregue a Ele de coração, só ore e acredite, faça principalmente a prece dos obssessores, porque ela ora pelos bons, pelos maus e é a prece mais importante do evangelho de Kardec.
Não importa a tua religião, faça o evangelho uma vez por semana, com hora marcada, e aquele que tem realmente resgates muito altos de outras vidas, que vieram: surdos, mudos, cegos, aleijados – com  certeza terão mais dificuldade. Mas quem não as tem?
E quantos exemplos de superação temos? Os que não tem braço usam os pés, os que não tem visão enxergam com os olhos da alma, estamos muito perto de através do enorme progresso tecnológico, de andar, falar, ver, conectados a um computador ou com cérebros ligados a chips, com curas através das células tronco. Enfim haverá restauração de seus corpos físicos, recuperando e também resgatando os seus carmas, pois então porque não acreditar que podemos mudar? Nossas vidas e nossos pensamentos em respeito a ela? Não podemos cultivar a idéia de que seremos felizes somente em outro mundo, que é necessário cultivar o sofrimento e esperar pela misericórdia divina, porque com certeza levaremos junto de nossa alma esses sentimentos negativos para a outra vida.
 Estamos aqui para sermos felizes, e pensamentos negativos atraem energias pesadas, danificando o nosso corpo, nossa saúde, nossa alma. Temos que nos conscientizar que sempre, teremos dores e sofrimentos a enfrentar, mas também que devemos tornar nosso fardo mais leve, orando muito, e acreditando, e atraindo assim boas energias positivas e mais espíritos de luz para perto de nós.
O sofrimento muito nos ensina, é evolução espiritual, porém aprender a superá-los dizendo sempre: “Tenho fé em Deus”, “Sou filho de Deus”, “E pediremos forças e coragem para superá-los”.
Deus não nos criou para sermos seres agonizantes, em um planeta tão lindo e com tanta dor e desconsolo. Até mesmo porque se conformar com as vicissitudes da vida de nada adianta, pois assim só estaremos nos auto-punindo. É como se concordasse que faz parte da punição de Deus (Deus é amor e perdão e não pune nunca) e não existe castigo, e se tomássemos esse caminho não estaremos evoluindo nada, estaremos apenas nos conformando na ignorância, na falta de fé e de esperança.
De acordo com Emmanuel, no livro Justiça Divina, o sofrimento longe de ser uma desgraça tem uma função preciosa nos planos da alma, tudo isso poderemos melhorar se olharmos os problemas não tão grandes como nos parecem.
 Vamos mostrar aos nossos problemas o tamanho do nosso Deus. Façam e pensem nas coisas boas, e elas virão. Você pode atrair coisas boas, muito boas, até mesmo grande prosperidade, se criar condições, pra que elas se efetivem. Trabalhe com alegria, ore muito, sorria mesmo nas horas mais difíceis.
Estamos no terceiro milênio, nosso planeta de provas e expiações já é um planeta de regeneração, já está mudando, portanto as mudanças previstas por Allan Kardec já estão acontecendo, e nós, espíritas, devemos sempre analisar tudo a luz da razão e da fé raciocinada.
Oro muito, todos os instantes, todas horas, pedindo a Deus pela verdade e também para que eu possa, com meus livros, trazer esclarecimentos e esperança a todos os que sofrem.
Podemos mudar tudo a nosso favor, Deus não nos criou para sermos infelizes, não nos criou para sermos doentes e pobres, nada disso, tudo depende de nós para podermos mudar, para melhor, com muita fé em Deus e em nós mesmos.
DIVA MARIA


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quinta-feira, 10 de maio de 2012

1. ª Aula - Conceito de Mediunidade


Giotto, dia da ascensão do evangelista João, capela Peruzzi da basílica da Santa Cruz, em Florença






Diz Herculano Pires* que "assim como nosso Espírito anima o nosso corpo através do Perispirito, constituindo em vida o que chamamos alma, os demais Espíritos, de mortos e de vivos, podem influenciá-lo. Em sintonia com o nosso Espírito podem mesmo utilizar-se de nosso corpo para suas manifestações. Dessa maneira, a mediunidade é uma condição natural do homem, uma faculdade geral da espécie humana, que se revela em dois campos paralelos de fenômenos: os anímicos, decorrentes das atividades do nosso próprio Espírito fora do condicionamento orgânico; e os espíritas, decorrentes das relações naturais de nosso Espírito com outros Espíritos".


Êxtase de Santa Teresa de Ávila, de Gian Lorenzo Bernini (1598-1680).


Fala Edgard Armond** que a teoria espírita considera médiuns aquelas pessoas que "possuem aptidão especial para servirem de intermediários entre os mundos físico e espiritual".

Emmanuel, no livro "Estude e Viva", lição 31 (Mediunidade e Psicoterapia), informa: "Os médiuns, como elemento de ligação entre a vida espiritual e o plano físico, serão sempre solicitados a dar uma palavra orientadora nas questões multiformes que afetam as pessoas que os procuram".

Neste curso de Educação Mediúnica, adota-se o conceito amplo, considerando mediunidade a faculdade que tem o indivíduo de servir de intermediário entre as esferas do mundo físico e do mundo espiritual, conquanto alguns estudiosos não considerem os fenômenos anímicos como mediúnicos.

Desta forma, neste Curso, os fenômenos mediúnicos são classificados em anímicos e espíritas.

Anímicos são fenômenos mediúnicos, quando há maior influência do Espírito do médium na relação entre as duas esferas, como em eventuais casos de vidência, precognição etc.

Espíritas são fenômenos mediúnicos, quando, na relação, há uma atuação direta do Espírito desencarnado sobre o encarnado, como ocorre na audiência, na psicografia etc. 

Nos fenômenos mediúnicos, quando, na relação. Diz "O Livro dos Médiuns" (cap. VI, item 100, § 26) que a vidência de Espíritos, em estado de vigília, depende do organismo do homem, da "faculdade maior ou menor do fluido do vidente de combinar com o do Espírito. Assim não basta o Espírito querer mostrar-se; é também necessário que a pessoa a quem se quer mostrar tenha aptidão para vê-lo".

Fra Angelico (1387-1455), Anunciação, Museu São Marcos, Florença


Nas duas categorias de fenômenos, o homem está sendo intermediário entre as esferas física e extrafísica; daí, ser chamado de médium, independentemente da maior, da menor, ou praticamente, de nenhuma influência de Espíritos. 

Para que se tenha maior compreensão do Conceito de Mediunidade, registram-se, na sequência, os diferentes pensamentos dos amigos espirituais:


1)  O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - cap. XXVI item 12


"Digamos, de início, que a mediunidade é inerente a uma condição orgânica, de que todos podem ser dotados, como a de ver, ouvir e falar." "A mediunidade é dada sem distinção, a fim de que os Espíritos possam levar a luz a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos virtuosos, para os fortalecer no bem; aos viciosos, para os corrigir."

Se o médium não aproveitar, então será responsável pelo não-aproveitamento, podendo ocorrer a perda da sua faculdade pelo bloqueio de suas condições mediúnicas, ou sofrer influências negativas, tendo, por consequência, a perversão das suas faculdades, de que os maus espíritos se apoderarão, para o obsedar e enganar, sem prejuízo das aflições comuns que a própria criatura cria para sia mesma, em consequência dos comuns que a própria criatura cria para si mesma, em consequência dos serviços indignos e do endurecimento de seu coração pelo orgulho e pelo egoísmo. 

"A mediunidade não implica necessariamente as relações habituais com os Espíritos Superiores. É simplesmente uma aptidão, para servir de instrumento, mais ou menos dócil, aos Espíritos em geral. O bom médium não é, portanto, aquele que tem facilidade de comunicação, mas o que é simpático aos Bons Espíritos e só por eles é assistido."


Joana d’Arc e o arcanjo Miguel, de Eugene Thirion


2) EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS - cap. 17, André Luiz


"Os encarnados que demonstrassem capacidade mediúnica mais evidente, pela COMUNHÃO MENOS ESTREITA ENTRE AS CÉLULAS DO CORPO FÍSICO E DO CORPO ESPIRITUAL., em certas regiões do corpo somático, passaram das observações, durante o sono, às observações da vigília..." "Quanto menos densos os elos entre os implementos físicos e espirituais, nos orgãos da visão, mais amplas as possibilidades na clarividência, prevalecendo as mesmas normas para a clariaudiência e para modalidades outras..."




The Sacrifice of Isaac, 1635 Impressão giclée por Rembrandt van Rijn



"A mediunidade, na essência, quanto à energia elétrica em si mesma, NADA TEM QUE VER COM PRINCÍPIOS MORAIS QUE REGEM OS PROBLEMAS DO DESTINO E DO SER." "Dela podem dispor, pela espontaneidade com que se evidência, sábios e ignorantes, justos e injustos..."

"A mediunidade jaz adstrita à própria vida, não existindo, por isso mesmo, dois médiuns iguais, não obstante a semelhança no campo das impressões."

"Também a mediunidade não requisitará desenvolvimento indiscriminado, mas sim, antes de tudo, APRIMORAMENTO DA PERSONALIDADE MEDIÚNICA E NOBREZA DE FINS, PARA QUE O CORPO ESPIRITUAL, modelando o corpo físico e sustentando-o, possa igualmente erigir-se em filtro leal das Esperas Superiores, facilitando a ascensão da Humanidade aos domínios da luz."


3) MECANISMOS DA MEDIUNIDADE - cap. 17, André Luiz


Diz André Luiz que, nos casos se simbiose espiritual, obsessão, o encarnado sofre influenciação da inteligência desencarnada, que o toma por instrumento de suas manifestações, harmonizando-se na mesma onda mental, qual se fosse hipnotizador e hipnotizado. Afirma que "se a personalidade encarnada acusa possibilidade de larga desarticulação das próprias forças anímicas, encontramos aí a mediunidade de efeitos físicos de batidas, sinais, deslocamentos, vozes etc.

Essas evidências devem-se, de modo geral, a entidades de pouca evolução que, imanizadas aos médiuns naturais, entremostram-se, como crianças caprichosas, em afetos e desafetos desgovernados , bastando, às vezes, a intervenção de uma autoridade moral (exortação ou prece) para que as perturbações cessem.

Nessas condições, "tal eclosão de recursos medianímicos, capaz de ocorrer em qualquer idade da constituição fisiológica, independente de quaisquer fatores de cultura da inteligência ou de aprimoramento da alma, por filiar-se a fatores positivamente mecânicos, tal qual nas demonstrações públicas de agilidade ou de força, em que um ginasta qualquer, com treinamento adequado, apresenta variadas exibições".

Ocorrendo tratamento específico e eliminando-se a causa, cessa o efeito desta mediunidade desequilibrada.


4) NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE - cap. 5, André Luiz


"Os mundos atuam uns sobre os outros pelas irradiações que despendem, e as almas influenciam-se mutuamente, por intermédio dos agentes mentais que produzem."

Dessa influenciação mútua decorre a formação da corrente mental, ou seja, a influenciação de uma mente sobre outra e, consequentemente, diz André Luiz: "A mediunidade é um dom inerente a todos os seres, como faculdade de respirar, e cada criatura assimila as forças superiores ou inferiores com as quais sintoniza".




A luta de Jacó e o Anjo. Obra do francês Alexander Louis Leloir, 1865.


5) O LIVRO DOS MÉDIUNS - cap. XIV, item 159


"Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio exclusivo, e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer pois, que todos são mais ou menos médiuns."




PAULO E A MEDIUNIDADE






A Coversão de Saulo de Michelangelo Buonarroti (1545) Afresco Capela Paulina






Em toda a História da Humanidade se registraram, sem conta, fatos mediúnicos. Esta asserção é referendada por Emmanuel, no prefácio de "Mecanismos da Mediunidade", de André Luiz. Aí, ele se refere aos discipulos de Sócrates que falavam, com admiração e respeito, do amigo invisível que acompanhava o sábio, constantemente. No mesmo prefácio, Emmanuel cita outros fatos mediúnicos de que foram protagonistas, entre outros, o Apóstolo Paulo, Lutero, Teresa de Ávila e Swedenberg, assinalando, por sua vez, que a mediunidade atingiu culminâncias no Cristianismo nascituro, rematando: Toda a passagem do Mestre, inesquecível, entre os homens, é um cântico de luz e amor, externando-lhe a condição de Medianeiro da Sabedoria Divina".



(Continua)










Referência: Curso de Educação Mediúnica - 1º ano - 8ª Edição São Paulo: Edições FEESP, 1998. - (Área de Ensino) Vários autores. Vários organizadores.  ISBN:85-7366-009-0







Curso de Educação Mediúnica

            A FEESP (Federação Espírita do Estado de São Paulo), dando continuidade ao trabalho de elaboração dos livros textos, utilizados em seus cursos sobre a Doutrina dos Espíritos, escritos por diferentes expositores e revistos por uma comissão orientadora, traz a público os dois volumes , 1º e 2º anos, de seu CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA, que tem por base "O LIVRO DOS MÉDIUNS", parte de "A Gênese" e a algumas obras complementares, principalmente, de André Luiz e Emmanuel.









            No 1º ano, iniciou-se o Curso com cinco aulas especializadas, de forma a dar ao aluno, como instrumental, conceitos fundamentais e necessários para melhor compreender o exercício de sua mediunidade. Discutem-se, por isso, as funções e propriedades dos Fluidos, dos trinômios Espírito/ Perispirito/ Corpo Físico, e Centros de Força, Plexos e Epífise. Tais aulas darão ao aluno maior compreensão das funções do médium e de sua mediunidade. A partir da sexta aula entra-se no estudo específico da mediunidade, seguindo-se a seguindo-se a sequência básica apresentada em "O Livro dos Médiuns".








        
       O Curso de Educação Mediúnica é dirigido precipuamente aos alunos que tenham uma mediunidade aflorada, cuja educação é fundamental para seu exercício baseado nos ensinamentos da Codificação Kardequiana. Quanto às aulas complementares e sua duração, cabe aos Dirigentes das Casas Espíritas, que adotarem este livro-texto, aceitarem ou não a mesma ordem programada pela FEESP. O que se propõe, nesta sequência de livros-textos, é uma ordem pedagógica e uma estrutura didática, para melhor divulgar os ensinamentos dos Espíritos.


Referência: Curso de Educação Mediúnica - 1º ano - 8ª Edição São Paulo: Edições FEESP, 1998. - (Área de Ensino) Vários autores. Vários organizadores.  ISBN:85-7366-009-0



segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Fluído Universal



..."A matéria etéria, mais ou menos rarefeita, que permeia os espaços interplanetários; esse fluido cósmico que preenche o mundo, mais ou menos rarefeito nas regiões imensas, ricas em aglomerações de estrelas, mais ou menos condensado ali onde o céu astral não brilha ainda, mais ou menos modificados por diversas modificações segundo as localidades da extensão não é outra senão a substância primitiva em que residem as forças universais, de onde a natureza tirou todas as coisas."...

A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo  (A criação universal ) / Allan Kardec; tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. Araras, SP, IDE, 13ª edição, 1996. Tradução de : La Genèse - Les Miracles et les Prédictions selon le Spiritisme, 5eme édition française, Paris, 1868













NA T U R E Z A  E  P R O P R I E D A D E S  
D O S  F L U I D O S -
EL E M E N T O S  F L U Í D I C O S


1. A Ciência resolveu a questão dos milagres que mais particularmente derivam do elemento material, quer explicando-os, quer lhes demonstrando a impossibilidade, em face das leis que regem a matéria. Mas, os fenômenos em que prepondera o elemento espiritual, esses, não podendo ser explicados unicamente por meio das leis da Natureza, escapam às investigações da Ciência. Tal a razão por que eles, mais do que os outros, apresentam os caracteres  aparentes do maravilhoso. É, pois, nas leis que regem a vida espiritual que se pode encontrar a explicação dos milagres dessa categoria.

2. O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal, e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele. O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível.

Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados. 

Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros, qualificados de  fenômenos espirituais ou  psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo. Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contacto, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente. No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito.



3. No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.

Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes.

Lá, porém, como neste mundo, somente aos Espíritos mais esclarecidos é dado compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles se acham. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente, como os ignorantes da Terra o são para explicar os efeitos da luz ou da eletricidade, para dizer de que modo é que vêem e escutam.





4. Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangível e não a matéria etérea. Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.

Mas, entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma, pertencem ao meio terreno. Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar-se, como se observam os do fluido do ímã, fluido que jamais se viu, podendo-se adquirir sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão. É essencial esse estudo, porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem explicar unicamente com as leis da matéria.

5. A pureza absoluta, da qual nada nos pode dar idéia, é o ponto de partida do fluido universal; o ponto oposto é o em que ele se transforma em matéria tangível. Entre esses dois extremos, dão-se inúmeras transformações, mais ou menos aproximadas de um e de outro. Os fluidos mais próximos da materialidade, os menos puros, conseguintemente, compõem o que se pode chamar  a atmosfera espiritual da Terra. É desse meio, onde igualmente vários são os graus de pureza, que os Espíritos encarnados e desencarnados, deste planeta, haurem os elementos necessários à economia de suas existências. Por muito sutis e impalpáveis que nos sejam esses fluidos, não deixam por isso de ser de natureza grosseira, em comparação com os fluidos etéreos das regiões superiores.

O mesmo se dá na superfície de todos os mundos, salvo as diferenças de constituição e as condições de vitalidade próprias de cada um. Quanto menos material é a vida neles, tanto menos afinidades têm os fluidos espirituais com a matéria propriamente dita.

Não é rigorosamente exata a qualificação de  fluidos espirituais, pois que, em definitiva, eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada. De realmente espiritual, só a alma ou princípio inteligente. Dá-se-lhes essa denominação por comparação apenas e, sobretudo, pela afinidade que eles guardam com os Espíritos. Pode dizer-se que são a matéria do mundo espiritual, razão por que são chamados  fluidos espirituais.

6. Quem conhece, aliás, a constituição íntima da matéria tangível? Ela talvez somente seja compacta em relação aos nossos sentidos; prová-lo-ia a facilidade com que a atravessam os fluidos espirituais e os Espíritos, aos quais não oferece maior obstáculo, do que o que os corpos transparentes oferecem à luz.

Tendo por elemento primitivo o fluido cósmico etéreo, à matéria tangível há de ser possível, desagregando-se, voltar ao estado de eterização, do mesmo modo que o diamante, o mais duro dos corpos, pode volatilizar-se em gás impalpável.  Na realidade, a solidificação da matéria não é mais do que um estado transitório do fluido universal, que pode volver ao seu estado primitivo, quando deixam de existir as condições de coesão.

Quem sabe mesmo se, no estado de tangibilidade, a  matéria não é suscetível de adquirir uma espécie de eterização que lhe daria propriedades particulares? Certos fenômenos, que parecem autênticos, tenderiam a fazer supô-lo.

Ainda não conhecemos senão as fronteiras do mundo invisível; o porvir, sem dúvida, nos reserva o conhecimento de novas leis, que nos permitirão compreender o que se nos conserva em mistério.